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A Associação dos Docentes da Uesb (Adusb) vem a público manifestar seu mais absoluto repúdio à invasão militar perpetrada pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado, 3 de janeiro de 2026. O sequestro do presidente Nicolás Maduro não é uma ação de justiça; é um ato de guerra, uma violação flagrante do Direito Internacional e uma demonstração da brutalidade do imperialismo estadunidense no século XXI.
Não sejamos ingênuos diante da narrativa fabricada de combate ao narcotráfico. Os dados da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) são irrefutáveis, visto que a Venezuela repousa sobre a maior reserva de petróleo do mundo, estimada em mais de 300 bilhões de barris, superando a Arábia Saudita.
A recente entrevista de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é a prova cabal do crime. Ao afirmar, com cinismo atroz, que o petróleo venezuelano seria devolvido ao povo apenas após os EUA cobrarem sua devida indenização, o governo norte-americano confessa que seu objetivo é transformar uma nação soberana em uma fazenda para exploração de recursos. A indenização cobrada é o preço da bala usada para matar a soberania de um povo.
Os Estados Unidos autoproclamam-se defensores da democracia, mas a realidade desmente o discurso. Se a preocupação fosse humanitária ou democrática, por que Washington mantém alianças estratégicas e bilionárias com ditaduras como a da Arábia Saudita, conhecidas pela violação sistemática de direitos humanos? A resposta é que a Arábia Saudita é subserviente aos interesses do capital ianque. A Venezuela, por sua vez, ousou dizer não. O ataque de hoje é um recado claro ao Cone Sul. Quem não se ajoelhar, será invadido.
O pretexto de "narcoterrorismo" é uma cortina de fumaça requentada, utilizada para ludibriar a opinião pública global. Em 1989, na invasão do Panamá, os EUA usaram a mesma justificativa para bombardear a população civil e sequestrar Manuel Noriega. Trinta e sete anos depois, repetem o modus operandi para saquear riquezas. Querem retroceder a América Latina a um status colonial de 200 anos atrás, tratando nosso continente como seu quintal privativo.
A destruição da soberania venezuelana é uma ameaça direta ao Brasil. A militarização da nossa fronteira Norte e a presença de tropas estrangeiras na Amazônia colocam em risco nossa integridade territorial e nossas próprias riquezas naturais. Não aceitaremos que a América Latina seja palco para os delírios de guerra de potências que buscam o caos para lucrar.
Tirem as mãos da Venezuela!
Soberania não se negocia!