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O governador Jaques Wagner e outros políticos de plantão que se preparem, pois, ao tempo em que a Lavagem do Bonfim virou espaço para campanha política, também se transformou em um dos palcos preferidos de manifestantes, cheios de insatisfação.
Vaias, faixas e cartazes, todos esses instrumentos e outros mais são esperados no cortejo.
Ao menos três entidades que representam categorias de servidores estaduais devem participar da lavagem para, além de se divertir, protestar contra o governo.
O Fórum das Associações dos Docentes, que congrega os professores universitários, pretende “denunciar mais uma vez o descaso do governo frente aos piores salários do Nordeste”, conforme nota distribuída à imprensa.
Os policiais civis, que promoveram uma paralisação de 24 horas na segunda, anunciam, por meio do sindicato da categoria, o Sindipoc, a “Operação Bonfim”. A ideia é aproveitar a festa para reivindicar direitos. A coordenadora da Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes, antecipou a frase nas camisas: “Governador, faça como o Senhor do Bonfim, olhai por nós”. A assessoria de Jaques Wagner respondeu que o governo reestruturou todas as carreiras do funcionalismo.
Quanto à campanha eleitoral antecipada, o procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão ressalta que os políticos agem de “maneira dissimulada” com esse objetivo.
Só no ano passado, mais de 50 denúncias de irregularidades cometidas na festa foram encaminhadas à procuradoria.
Fonte: Jornal A Tarde Data: 13/01/10 |